Outro fim

Você que se expõe na vitrine,
Que serpenteia pelos cantos
Sem proferir palavra alguma,
O que pretende de mim?

Se seu prazer estiver limitado
A uma coreografia sedutora,
Sem contato físico,
E se os seus dias forem sempre assim,
Supostamente, você desconhece
A magia do encontro.

Se o seu olhar amedrontado
Continuar fugindo de mim,
E se o seu coração acelerado
Desmerecer o seu 'sim',
Guardarei seu desejo
E tentarei dar a ele outro fim.

Autor: Adelson Aprígio Filgueira

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